“Se os outros não fossem tolos, nós teríamos que ser”

 

“O Olho do Dono” é o 3º jogo de palavras do livro sobre 2 mil provérbios com animais. Aqui, 20 versos de um poema são apresentados fora da ordem, sem mencionar as intenções do texto e sem apresentar o autor. Cada questão tem dois provérbios. Se você gostar ou concordar com ambos, “assinale” X na opção A. Deixe de assinalar se for contra.

No final, ao conhecer o autor e sua proposta, PODE SER que você mude de opinião e queira assinalar questões. Ou desfazer todas que foram assinaladas.

 

Começando o jogo:

A (   ) – A abelha atarefada não tem tempo para tristezas.
B – As Prisões se constroem com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião.

A (   ) – A ratazana, o camundongo, a raposa, o coelho olham as raízes;
o leão, o tigre, o cavalo, o elefante olham os frutos.
B – Se os outros não fossem tolos, nós teríamos que ser.

A (   ) – O orgulho do pavão é a glória de Deus. A luxúria do bode é a glória de Deus. A fúria do leão é a sabedoria de Deus.
B – Melhor matar uma criança no berço do que acalentar desejos insatisfeitos.

A (   ) – A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão, ao cavalo, como apanhar sua presa.
Os alimentos sadios não são apanhados com armadilhas ou redes.

 

A (   ) – O verme partido perdoa ao arado.
B – Orações não aram! Louvores não colhem! Júbilos não riem! Tristezas não choram!
A (   ) – Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para deitar seus ovos, assim o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.
B – A verdade nunca pode ser dita de modo a ser compreendida sem ser acreditada.
A (   ) – Se o leão fosse aconselhado pela raposa, seria ardiloso.
B – Se o louco persistisse em sua loucura, acabaria se tornando Sábio.

 

A (   ) – Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da educação.
B – A Prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela Impotência.

 

A (   ) – A raposa condena a armadilha, não a si própria.
B – Dizei sempre o que pensas, e o homem torpe te evitará.

 

A (   ) – A águia nunca perdeu tanto o seu tempo como quando resolveu aprender com a gralha.
B – O tolo não vê a mesma árvore que o sábio.

“Provérbios do Inferno” é um dos poemas do livro “O Casamento entre o Céu e o Inferno”, do poeta e pintor inglês William Blake. Publicado ente 1790 e 1793, expressa a opressão da Revolução Industrial Inglesa, as influências da Revolução Francesa e critica o pensamento cristão.
O prefácio do tradutor Ivo Barroso define a intenção da obra:  “COM ESSE LIVROBLAKE PRETENDEU ESCREVER UMA NOVA BÍBLIAOU ANTES UMA ANTIBÍBLIAPOIS CHEGA EVOCAR ALGURES UMA BÍBLIA DO INFERNO”.

Pintura “The Lovers Whirlwind”, William Blake

 

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